sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

OS TRABALHADORES DO MAR - HUGO, VICTOR


Determinação e Superação - A luta por um objetivo, a tentativa de superação, a força da natureza em pleno mar aberto, e depois quando tudo parece perdido, buscar dentro de si garra e determinação para recomeçar, estes ingredientes faz deste livro uma obra prima. Nascido em Besançon, França no ano de 1802, Victor Hugo, desde muito jovem revela suas tendências literárias, aluno brilhante, tendo como característica marcante em sua personalidade a determinação. Determinação esta que ele usa como tema central para escrever, em 1866, Os Trabalhadores do Mar, o livro descreve a história de Gilliat, personagem principal desta obra, e sua obstinação diante de todas as adversidades da natureza para resgatar uma embarcação e conquistar o coração da sua amada. Vale a pena também conhecer do mesmo autor: O Corcunda de Notre Dame, Os Miseráveis e Cromwell.
LUCIANO BRITO
28/12/2007

ORIGEM: BERNHARD, THOMAS


Simplesmente excepcional !


Um livro simplesmente excepcional, Thomas leva o leitor a refletir sobre religião, política, educação, estado e vários outros temas, uma leitura "pesada" e "sufocante", onde o autor disseca sua própria vida de uma maneira profunda, trágica e realista com uma impressionante riqueza de detalhes. O livro, apesar de no início sua leitura ser um pouco cansativa, tendo em vista o autor usar um método peculiar ao escrever, desenvolvendo toda a narrativa em um único parágrafo, vai aos poucos envolvendo o leitor de uma forma que se torna difícil interrompe-la. Um dos melhores livros de todos os tempos.


Luciano Brito


28/12/2007


MEMÓRIA DE MINHAS PUTAS TRISTES


Nobel sim. - Um livro ousado, um tema polêmico, existe tempo para amar? existe tempo para sonhar? Gabriel deixa bem claro com o seu personagem de noventa anos que não existe idade para os sentimentos, principalmente para o amor. Um livro que nos permiti refletir sobre a solidão, a velhice e a certeza que em nenhum momento de nossas vidas devemos achar que é tarde demais para qualquer coisa. Gabriel presenteia o leitor com uma obra surpreendente.
Luciano Brito
28/12/2007

De que vale cortejar um túmulo, derramar lágrimas, sofrer, se dentro deste só existe a morte?


Luciano Brito
28/12/2007

“SILÊNCIO E PAZ. Foi levado para o País da Vida. Para que fazer perguntas? Sua morada, desde agora, é o descanso, sua roupa é a Luz. Para sempre. SILÊNCIO E PAZ. Que sabemos nós? Meu Deus, Senhor da História e dono do ontem e do amanhã, em tuas mãos estão as chaves da vida e da morte. Sem perguntar-nos, levaste-o contigo para a Morada Santa, e nós fechamos nossos olhos, baixamos a fronte e simplesmente dissemos: Está bem. Seja. SILÊNCIO E PAZ. A música foi submergida nas águas profundas, e todas as nostalgias gravitam sobre as planícies infinitas. Acabou-se o combate. Para ele já não haverá lágrimas, nem pranto, nem sobressaltos. O sol brilhará para sempre em seu rosto e uma paz intangível assegurará definitivamente suas fronteiras. Senhor da Vida e dono de nossos destinos, em tuas mãos depositamos silenciosamente este ser querido que foi embora. SILÊNCIO E PAZ”.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007


"A vontade é impotente perante o que está para trás dela. Não poder destruir o tempo, nem a avidez transbordante do tempo, é a angústia mais solitária da vontade." Friedrich Nietzsche

Um dia o menino olhou o espelho e não viu sua imagem refletida, temeroso correu para a rua e perplexo, não viu sua sombra. Neste dia, desesperado, descobriu que não existia, que era o nada, que sendo o nada, tudo podia, neste dia o menino "nada" era tudo, pois não existia, e assim sendo "tudo", tudo podia. Neste dia o menino "nada/tudo" tornou-se um Deus.


Luciano Brito

27/12/07

Sim, é natal

Ela caminhava pelas ruas da cidade, era noite, a chuva caia de mansinho, molhando seu corpo cansado. Ela procurava um cantinho para se abrigar, olhava os prédios iluminados e seus olhos ressequidos por um momento brilhavam, era noite de natal, a cidade estava tão linda, as pontes pareciam ter saído de um mundo encantado, tanta luz. Ela caminhava com os seus passos lentos, olhava o céu, não tinha estrela, estava nublado, as estrelas pareciam que tinham caído todas por sobre a cidade. Ela tinha dores no corpo, principalmente no estômago, a fome incomoda até a alma, mas ela caminhava assim mesmo, como que encantada, a cidade era pura magia, podia ouvir algumas músicas ao longe.
Ela caminhava a esmo, sozinha, algumas pessoas em sua mesma condição passavam por ela e nem se davam conta daquela velhinha com seus passos trôpegos, os carros desfilavam na sua frente, com seus vidros fechados e pessoas com o coração também, mas ela achava tudo tão lindo, esquecia até quem era, esquecia que era invisível e acenava para os carros, os faróis cegos não a viam. De repente ela vê, do outro lado da grande avenida, ali estava um abrigo, era tosco e destoava da paisagem, era de madeira, mas parecia aconchegante para se abrigar da chuva, agora mais intensa, podia divisar uns vultos dentro do abrigo, mas era bastante espaçoso, algumas pessoas estavam ao redor do que parecia um pequeno berço de madeira, tinha até uns animais, sim ali seria onde ela passaria a noite. Ela inicia a travessia, porém não teve tempo de terminar o percurso, dois enormes faróis vieram em sua direção, mas antes do impacto final, ela pode ver dentro do abrigo, deitado no pequeno berço de madeira, uma criança está sorrindo, enquanto estende-lhe os braços.

Luciano Brito
24/12/2007